domingo, 16 de fevereiro de 2014

"Os jornais querem voltar a vender notícias" - Jornal Público

No dia 12 de Novembro de 2013 o jornal Público publicou a seguinte noticia:


"O PÚBLICO vai em breve introduzir um sistema de pagamento dos conteúdos digitais. Por essa razão, continuamos hoje uma série de artigos sobre os grandes dilemas do jornalismo da actualidade. Hoje, vemos como muitos títulos tentam compensar com assinaturas online a quebra nas vendas das edições impressas."

"Produzir notícias profissionalmente sempre foi caro e isso não mudou com a tecnologia. A diferença é que, na era digital, o jornalismo passou a dar muito menos dinheiro. É um problema para os jornais e para quem vive deles, mas também para os leitores: menos dinheiro significa menos investimento em jornalismo.
Durante alguns anos, acreditou-se que a publicidade online compensaria o declínio do negócio das notícias em papel. Mas as previsões não se concretizaram e muitos jornais estão agora a tentar uma outra estratégia: pedir aos leitores para pagar pelo produto digital, numa altura em que muitos já deixaram de pagar pela edição impressa e a maioria consome notícias, e demais conteúdos jornalísticos, gratuitamente na Internet. A Apple, com o conceito de aplicações para tablets e smartphones e com uma bem-sucedida loja de conteúdos digitais (graças à comodidade e sensação de segurança oferecida aos clientes) foi parcialmente responsável pela ideia de vender notícias online. A ineficácia dos outros modelos que os jornais foram tentando fez o resto.
O PÚBLICO decidiu recentemente adoptar um sistema de pagamentos, na senda de jornais como The New York Times e o Financial Times, cujo sucesso tem inspirado muitas outras publicações. O novo modelo do PÚBLICO deixa os leitores abrir 20 artigos por mês antes de serem convidados a fazer uma assinatura. O conceito por trás deste género de sistema é manter visitantes em número suficiente para continuar a fazer dinheiro com a publicidade e, ao mesmo tempo, conseguir receitas com um nicho de leitores assíduos e dispostos a puxar do cartão bancário. 
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É fácil perceber a atracção do sector pelas vendas online. Por um lado, vender uma ou mil assinaturas digitais tem custos muito semelhantes, contrariamente ao produto em papel, onde cada venda significa também mais custos de impressão e distribuição. Por outro, os jornais sustentaram-se durante décadas com o dinheiro da publicidade. Mas o modelo da publicidade esboroou-se na era digital - o preço dos anúncios online é muito baixo e tem vindo a cair. Empresas como o Google e o Facebook, cujo negócio assenta em publicidade altamente direccionada, aumentaram o leque de possibilidades ao dispor dos anunciantes.

Como quase sempre acontece quando um produto abunda, o resultado é uma queda dos preços. O Google notou no terceiro trimestre que, em média, os anunciantes lhe pagaram menos 8% por clique do que pagavam um ano antes. A multinacional conseguiu compensar a queda do preço com um aumento do volume de cliques. Mas os jornais estão longe de ter a tecnologia (e os dados sobre os utilizadores) para prosperar num modelo que serve melhor os gigantes da Internet. 
... "

Ler noticia integral aqui.

Escrito por: 
Adaptado por: Helena Ferreira

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