domingo, 16 de fevereiro de 2014

As assinaturas digitais não vão salvar os jornais

Segundo este artigo do site australiano "mUmBRELLA" as assinaturas digitais não vão salvar os jornais.

"Se a pergunta é se as pessoas iram pagar para verem conteúdos online, a resposta é sim - claro. A pergunta mais importante é: Quantas pessoas iram pagar para vê-las?"



Na minha opinião claro que as pessoas iram pagar para ter acesso a alguns conteúdos, mas apenas, quando tiverem a certeza que a qualidade do conteúdo compensa esse gasto.

Concordo com o Mark Holden, que diz, que as pessoas normalmente ficam assustadas com  o preço que é referido se aderir mensalmente ou semanal, devido a ser elevado e muitas pessoas que compram jornais não fazem ideia o quanto gastam no final do mês. E que também acontece é quando se adere à Newsletter o mais provável é acontecerem coisas como:
"Se você gosta de nosso boletim semanal adira" ou "Gostaria de ser notificado de ofertas similares" o que acontece mesmo escolhermos que não pretendemos essas opções iram nos "spammar" a nossa caixa de correio de email na mesma para "sempre".


Jornalismo online em Portugal


São muitos os jornais e revistas portugueses que, para além do produto impresso tradicional, oferecem ao leitor uma versão electrónica daquilo que chega às bancas. Dos grandes jornais (como o "Diário de Notícias", "Público", "Jornal de Notícias""Correio da Manhã" ou "Expresso") aos jornais de anúncios (como o "Ocasião"), jornais dirigidos às comunidades, ideológicos, regionais, locais, ou até escolares, a Internet torna-se a voz de todos para todos.
Outras publicações, trocaram mesmo o papel pela edição online, como é o caso da revista "Cibernética" ou do suplemento "DN Jovem".
Por último, existem já também equipas redactoriais que criaram o seu próprio produto na rede, concebido de raiz para consulta online. É o caso do "Portugal presente" ou do "Notícias Lusófonas", dirigidos às comunidades de língua portuguesa fora do país. 

Empresas de Distribuição

Gostaria de referir que por motivos óbvios não poderei referir o nome da empresa em questão nem da pessoa que me forneceu esta informação.


Neste post, vou falar sobre as mudanças das empresas de distribuição face aos problemas que o jornalismo online, as consequências e as soluções. 


O que é uma empresa de distribuição?

Uma empresa de distribuição tem uma rede de agentes que são servidos e divididos por rotas e trajetos prestado por freelancers que recebem determinado valor por determinado serviço.


Quais são os objetivos para o futuro, o panorama das outras empresa, o que fazem para compensar a quebra na distribuição ? 

Esta empresa é uma empresa distribuidora de publicações, da qual a serviente primordial era a venda de jornais e revistas, ao longo dos tempos e com o aparecimentos das novas tecnologias as vendas de jornais e revistas começaram a decrescer de forma significativa, nestes ultimo 3 anos o decrescimento foi muito maior em virtude à crise económica do Pais, da Europa e do Mundo. Tendo em conta tudo descrito anteriormente a empresa teve de diversificar a sua atividade, assim, começamos a distribuição postal, de assinaturas de revistas e correspondência normalizada, efetuamos também de refeições em algumas escolas dos arredores do Porto e ultimamente dedicamos-nos também à distribuição de encomendas/volumes. Notamos que se não estivéssemos uma mente aberta e não diversificássemos a nossa distribuição estaríamos numa situação difícil como a nossa concorrente direta. O objetivo da empresa é expandir-se na área postal e de encomendas pois só com esta determinação conseguiremos manter a empresa a um nível superior.


Para além dos serviços anteriormente referidos praticam outros? Tais como?

Sim. Distribui-mos também: Bilhetes de cinema, raspadinhas, papel de fotocopias, folhetos para supermercados, bebidas para grandes superfícies, comida para cão, peças de automóveis  peças de empilhadoras, stands ups, toners para impressoras, entre outros... 

Verificam alguma mudança no formato dos jornais?

Os jornais evoluíram ao longo do tempo mas hoje tem dia tem o formato de tablóide  reparamos também que muitos trazem suplementos que podem alterar o valor do jornal, e tornaram-se mais finos.



"Os jornais querem voltar a vender notícias" - Jornal Público

No dia 12 de Novembro de 2013 o jornal Público publicou a seguinte noticia:


"O PÚBLICO vai em breve introduzir um sistema de pagamento dos conteúdos digitais. Por essa razão, continuamos hoje uma série de artigos sobre os grandes dilemas do jornalismo da actualidade. Hoje, vemos como muitos títulos tentam compensar com assinaturas online a quebra nas vendas das edições impressas."

"Produzir notícias profissionalmente sempre foi caro e isso não mudou com a tecnologia. A diferença é que, na era digital, o jornalismo passou a dar muito menos dinheiro. É um problema para os jornais e para quem vive deles, mas também para os leitores: menos dinheiro significa menos investimento em jornalismo.
Durante alguns anos, acreditou-se que a publicidade online compensaria o declínio do negócio das notícias em papel. Mas as previsões não se concretizaram e muitos jornais estão agora a tentar uma outra estratégia: pedir aos leitores para pagar pelo produto digital, numa altura em que muitos já deixaram de pagar pela edição impressa e a maioria consome notícias, e demais conteúdos jornalísticos, gratuitamente na Internet. A Apple, com o conceito de aplicações para tablets e smartphones e com uma bem-sucedida loja de conteúdos digitais (graças à comodidade e sensação de segurança oferecida aos clientes) foi parcialmente responsável pela ideia de vender notícias online. A ineficácia dos outros modelos que os jornais foram tentando fez o resto.
O PÚBLICO decidiu recentemente adoptar um sistema de pagamentos, na senda de jornais como The New York Times e o Financial Times, cujo sucesso tem inspirado muitas outras publicações. O novo modelo do PÚBLICO deixa os leitores abrir 20 artigos por mês antes de serem convidados a fazer uma assinatura. O conceito por trás deste género de sistema é manter visitantes em número suficiente para continuar a fazer dinheiro com a publicidade e, ao mesmo tempo, conseguir receitas com um nicho de leitores assíduos e dispostos a puxar do cartão bancário. 
...
É fácil perceber a atracção do sector pelas vendas online. Por um lado, vender uma ou mil assinaturas digitais tem custos muito semelhantes, contrariamente ao produto em papel, onde cada venda significa também mais custos de impressão e distribuição. Por outro, os jornais sustentaram-se durante décadas com o dinheiro da publicidade. Mas o modelo da publicidade esboroou-se na era digital - o preço dos anúncios online é muito baixo e tem vindo a cair. Empresas como o Google e o Facebook, cujo negócio assenta em publicidade altamente direccionada, aumentaram o leque de possibilidades ao dispor dos anunciantes.

Como quase sempre acontece quando um produto abunda, o resultado é uma queda dos preços. O Google notou no terceiro trimestre que, em média, os anunciantes lhe pagaram menos 8% por clique do que pagavam um ano antes. A multinacional conseguiu compensar a queda do preço com um aumento do volume de cliques. Mas os jornais estão longe de ter a tecnologia (e os dados sobre os utilizadores) para prosperar num modelo que serve melhor os gigantes da Internet. 
... "

Ler noticia integral aqui.

Escrito por: 
Adaptado por: Helena Ferreira

Internet e o Jornalismo Online

Internet é um local que disponibiliza todos os meios de comunicação, ou seja, Televisão,  rádio e imprensa. 

Este meio possibilita-nos que através de um ecrã podemos visualizar todas estas coisas. Este novo meio veio permitir-nos estar todos ligados em rede. A Internet alterou de forma substancial a forma como o jornalismo era feito.

O jornal passou do papel para o ecrã transformando as rotinas jornalísticas de produção de informação, as formas e formatos de difusão de informação, ou seja, transformou todo o produto jornalístico. 

O jornalismo online passou a beneficiar de novos conceitos/ ferramentas fornecidas pela Internet:

Hipertexto

O hipertexto é uma “ferramenta” disponibilizada somente online, que nos dá a possibilidade de navegar de site em site de documento em documento. Este traz consigo a possibilidade de nós consumidores termos uma busca ativa na internet, disponibilizando-nos mais e mais informação. O hipertexto veio partir o velho conceito da busca clássica de informação. Os links tornaram-nos consumidores mais ativos na busca de informação, mas ao mesmo tempo que nos toraram mais ativos tornaram-nos mais dispersos, pois a quantidade de informação disponível faz-nos dispersar da nossa busca não nos deixando refletir acerca da mesma.

Interatividade

Com as publicações online o leitor passou a poder interagir com o jornal. Ao mesmo tempo que é consumidor pode também ser colaborador na emissão de informação.

Hipermédia

É toda a interatividade disponibilizada através de elementos sonoros, visuais e escritos.

Globalidade

Este conceito designa o alcance de expressão que os jornais podem atualmente ter. Podem ser vistos mundialmente.

Personalização

Toda a informação pode ser personalizada e pode ir de encontro às necessidades de cada consumidor. O leitor pode escolher se quer newsletter ou não.

Instantaneidade

As notícias são publicadas quase minuto a minuto.

O jornalismo online e o aparecimento da Internet colocaram, como é visível, vários desafios e questões ao jornalismo. Como a seguir:

Os jornais online exterminarão os jornais em papel? 

A médio prazo pode dizer-se que não. Estudos comprovam que a leitura no ecrã exige cerca de trinta por cento mais de esforço dos olhos do que a leitura em papel e tão cedo não teremos uma tecnologia de ecrãs ou de e-paper capaz de contornar este problema.
Além disso, o papel é portátil e manuseável.
O investimento nos meios online, por parte dos jornais tradicionais, tem sido, normalmente, bem sucedido.
As versões online dos jornais tradicionais de qualidade contabilizam-se entre os sites mais acedidos, com tudo o que isso representa em contrapartidas publicitárias. O sucesso das versões online dos grandes jornais tradicionais é de tal forma grande que alguns desses jornais já têm conteúdos pagos e conteúdos especiais para assinantes. Mas o preço crescente do papel de jornal, o aparecimento do e-paper e as crescentes potencialidades da informática e das telecomunicações podem, a longo prazo - embora não tão longo quanto isso- contribuir para que o jornal de papel pouco mais venha a ser do que uma peça de museu e para que o jornal online e personalizado ascenda ao estrelato.




Fusão dos meios

Uma publicação online pode ser uma forma de fundir as vantagens de um e outro meio, ou seja, complementar os textos com vídeo e áudio, sem desvalorizar o seu conteúdo, e até alarga-lo a todo o tipo de informação que um jornal tradicional, que por limitações de espaço e por ser impresso, não pode oferecer os seus leitores. 

Vantagens dos Jornais Online

Seguem-se algumas das principais vantagens de uma publicação online relativamente à sua versão impressa:

•Não é preciso transportar aquele maço de folhas que é o jornal tradicional, que depois de lido não tem utilidade. A versão online está disponível em qualquer computador ligado à Internet, sem riscos ambientais acrescidos, sem se correr o risco de se perder.

•A edição online não se esgota a uma certa hora, nem existe apenas nesta ou naquela banca, nesta ou na outra parte do país. Ela está disponível a qualquer hora (muito mais cedo do que a versão impressa, sem os limites do número de tiragem), de qualquer ponto do mundo, e ainda por cima gratuitamente.

•Podem utilizar-se citações dos textos que lá figuram através do simples mecanismo de "Copiar – colar", sem ser necessária a transcrição (que acarreta sempre alguma probabilidade de erro).

•Através de motores de pesquisa pode ir-se imediatamente para os artigos que interessam ao leitor, ou até certas palavras-chave que este procura nos textos. A versão digital tem um modelo não linear que permite múltiplas formas de leitura, consoante o interesse ou disponibilidade do leitor.

•Sempre que for necessário, pode imprimir-se o que interesse.

•Os textos, mantendo o seu conteúdo, remetem para outros sites de interesse que contêm informação adicional.

•A informação na versão online está hierarquicamente organizada de forma mais perceptível do que no jornal impresso.

•A versão digital permite ao Design gráfico uma maior liberdade criativa, através de ferramentas disponíveis para a construção na Web.

•Os artigos podem ser discutidos em Newsgroups existentes já nalguns sites, onde cada leitor se pode confrontar com outros leitores que partilham os mesmos interesses, formando assim aquilo a que hoje se chama de Comunidade virtual de interesses.

•Existem ferramentas acessíveis na Internet que permitem uma tradução instantânea de qualquer texto. O que significa que um leitor pode ler artigos em jornais electrónicos em qualquer língua, o que favorece a democratização da Imprensa e a materialização da "aldeia global" de McLuhan.

•Numa só navegação podem consultar-se inúmeros jornais diferentes, sem custos inerentes ou dificuldades na língua.

•Em muitos casos, o leitor tem acesso à mesma informação que o repórter tem. O que permite ao leitor ter acesso a todos os documentos envolvidos na história (não apenas à visão parcelar do jornalista), como consequente o aumento de credibilidade aos olhos do leitor.


•A informação deixa de ser um produto "de poucos para muitos" (mass media) para se tornar algo "de muitos para muitos". O leitor usufrui assim de todas as vantagens da maior oferta, maior liberdade de escolha, e participação directa no processo de produção das notícias.